GLOBO MANDA TEMER MEXER NAS APOSENTADORIAS ANTES DA NOVA DENÚNCIA DA PGR

No editorial “O que resta a Temer fazer”, o jornal O Globo não tem pudor em pedir que o peemedebista termine o serviço do golpe —e para o qual foi colocado no poder— e faça de uma vez a reforma da Previdência antes de ser alvo da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República.

Vencida a batalha, na Câmara, do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para seu julgamento pelo Supremo, numa acusação de corrupção passiva, Michel Temer não deve ficar imóvel. Ontem mesmo, o noticiário político de Brasília foi alimentado pelos desdobramentos da vitória , com destaque para as implicações do placar da votação na retomada da pauta de reformas, em especial a da Previdência.

O governo dava mostras de ter acertado o passo, quando, em meados de maio, o GLOBO revelou que a PGR selara acordo de delação premiada com Joesley Batista, do qual constava a gravação da tal conversa não republicana entre o presidente e o empresário do grupo JBS, altas horas da noite, nos porões do Jaburu.

Os trabalhos no Congresso foram paralisados enquanto a proposta de reforma da Previdência se encaminhava, na Câmara, para passar pela primeira das duas votações em plenário. Na crise que se instalou, só foi possível votar a reforma trabalhista, no Senado, para a qual não era exigido quórum qualificado.

Começou ontem mesmo intensa especulação sobre se os 263 votos recebidos por Temer na quarta-feira — contra, portanto, o envio da da denúncia da PGR ao Supremo — sinalizam que o governo pode conseguir chegar aos 308, o mínimo necessário para a aprovação de proposta de emenda à Constituição, caso da reforma da Previdência.

Contas simples de aritmética não respondem à questão. Porque nem todos que ficaram do lado de Temer na votação seguirão com ele nas mudanças previdenciárias. Mas também o conjunto dos 227 deputados que desejavam que o Supremo analisasse a acusação contra o presidente não era monolítico. Havia nele quem apoia a reforma.

Um exemplo é a bancada do PSDB, dividida praticamente ao meio: dos 47 deputados, 22 votaram pelo arquivamento da acusação, e 21, pelo envio da denúncia ao STF. E o partido vota fechado pelas mudanças na Previdência.

Fique por dentre das notícias sobre Eleições 2018 Brasil! Acesse:

Bolsonaro 2018

Lula 2018

Marina Silva 2018

Aécio Neves 2018

João Doria 2018

Geraldo Alckmin 2018

Por sinal, um argumento dos “cabeças pretas” tucanos, a ala dita jovem que defende o rompimento com o governo, estando com eles o “cabeça branca” Tasso Jereissati, é que não é preciso ocupar ministérios de Temer para votar pela reforma.

Temer demonstrou alguma força política ao obter os 263 votos, maioria absoluta da Câmara — independentemente dos métodos usados para cooptá-los. Terá de executar um amplo trabalho em toda a Casa para ter a garantia do mínimo de 308, a fim de começar a fazer passar as novas regras da Previdência.

Há questões objetivas a serem equacionadas: a crise fiscal continua grave, e há o risco de a meta fiscal deste ano, ainda de um déficit de R$ 139 bilhões, não ser alcançada. O governo precisa se esforçar ao máximo, para evitar a revisão deste objetivo, algo que abalaria a confiança dos mercados.

Mesmo a meta para 2018, de um déficit de R$ 129 bilhões, corre perigo. E são os gastos crescentes e sem controle da Previdência que comandam a elevação das despesas públicas. Quer dizer, esta reforma é imprescindível, seja quem for o inquilino do Planalto.

Um requisito importante é Temer se mover com rapidez, para se antecipar à chegada de nova denúncia da PGR, dada como certa. Será quando a crise deverá se reinstalar. Mais informações sobre eleições 2018, favor confira no nosso site.

 

Ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil detido na Operação Lava Jato

De acordo com o Ministério Público Federal, o acusado teria solicitado à empreiteira Odebrecht 17 milhões de reais (cerca de 4,6 milhões de euros) no período em que dirigiu o Banco do Brasil, entre 2009 e 2015, para viabilizar o adiamento da dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial.

Segundo os executivos da empresa, o valor não chegou a ser pago, devido a dúvidas sobre a capacidade de Bendine para conseguir de facto a alteração da dívida.

A 6 de fevereiro de 2015, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, Aldemir Bendine teria novamente solicitado luvas à Odebrecht com a justificação de proteger a empreiteira das consequências da Lava Jato. O valor recebido da empresa teria sido, então, de três milhões de reais (cerca de 815 mil euros).

Segundo a Procuradoria brasileira, “o valor foi repassado em três entregas em espécie, no valor de 1 milhão de reais (cerca de 271 mil euros) cada, em São Paulo. Esses pagamentos foram realizados no ano de 2015, nas datas de 17 de junho, 24 de junho e 1.º de julho, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”.

Bendine foi detido no Estado de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lava Jato

A Operação Lava Jato foi desencadeada pela Polícia Federal do Brasil a 17 de março de 2014, inicialmente com o objetivo de investigar indícios de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ao longo da operação, que recebeu seu nome devido a um posto de gasolina investigado na capital Brasília, foi descoberto um enorme esquema de corrupção que inclui políticos, a Petrobras e grandes empreiteiras do país.

Ao abrigo deste esquema, os executivos da Petrobras solicitariam dinheiro das empreiteiras para facilitar as negociações que as beneficiariam. Os contratos eram sobrefaturados tendo em vista desviar os recursos públicos para operadores do esquema encarregados de lavar e distribuir o dinheiro por uma série de políticos e funcionários públicos.

Curte o nosso site e fique por dentre das eleições 2018!

AÉCIO: DE QUERIDINHO A MOTIVO DE DECEPÇÃO DOS FAMOSOS

O jornalista Stefano Miranda, do Jornal do Brasil, recolheu depoimentos de eleitores de Aécio, do mundo das celebridades, que hoje se dizem decepcionados com o político mineiro, radicado no Rio.

Ronaldo, ex-jogador de futebol – Em relação à vida política, o país vem sofrendo decepção atrás de decepção. O Brasil precisa de uma limpeza geral daqueles que não prestam. Estas pessoas deveriam deixar a vida pública.

Luciano Huck, apresentador: É evidente a minha enorme decepção e tristeza com tudo o que veio à tona em relação não só a um amigo, mas a alguém que foi governador, senador e que recebeu mais de 51 milhões de votos numa eleição presidencial recente. Que atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu negativamente ou se decepcionou com um amigo. Não vou renegar minha relação de amizade com ele, nem mesmo em um momento tão negativo da sua vida. Mas é importante que se diga que nunca misturei amizade com política ou negócios em nossa relação. Não faço a menor ideia da origem destas imagens. Todas as fotos que rodaram nas redes esta semana são muito antigas, não tem nada recente. Podem ter sido postadas nas redes do Aécio, por exemplo. O que posso te garantir com toda a sinceridade é que não apaguei foto alguma recentemente em função dos acontecimentos da semana passada. Acho igualmente importante registrar que considero gravíssimos os fatos recentemente divulgados sobre sua conduta. Se forem comprovados, devem ser punidos com rigor dentro do que determina a Justiça. São comportamentos que refletem de forma emblemática boa parte daquilo que queremos banir da nossa sociedade. À exceção de Aécio, nenhuma destas figuras é ou foi meu amigo. São, isto sim, pessoas com as quais em circunstâncias diversas estive junto por motivos também diversos.

Ana Paula, ex-jogadora de vôlei – Que a lei seja aplicada a absolutamente todos, sem exceção. Quem luta pelo Brasil de verdade, não protege político algum. Se Aécio fez, tem que pagar — tanto quanto Lula! Temer também! O Brasil precisa caminhar para o império da lei, ou acaba como país. Votei em Aécio sim, mas mudo tran-qui-la-men-te de opinião em relação a qualquer político.