Ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil detido na Operação Lava Jato

De acordo com o Ministério Público Federal, o acusado teria solicitado à empreiteira Odebrecht 17 milhões de reais (cerca de 4,6 milhões de euros) no período em que dirigiu o Banco do Brasil, entre 2009 e 2015, para viabilizar o adiamento da dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial.

Segundo os executivos da empresa, o valor não chegou a ser pago, devido a dúvidas sobre a capacidade de Bendine para conseguir de facto a alteração da dívida.

A 6 de fevereiro de 2015, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, Aldemir Bendine teria novamente solicitado luvas à Odebrecht com a justificação de proteger a empreiteira das consequências da Lava Jato. O valor recebido da empresa teria sido, então, de três milhões de reais (cerca de 815 mil euros).

Segundo a Procuradoria brasileira, “o valor foi repassado em três entregas em espécie, no valor de 1 milhão de reais (cerca de 271 mil euros) cada, em São Paulo. Esses pagamentos foram realizados no ano de 2015, nas datas de 17 de junho, 24 de junho e 1.º de julho, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”.

Bendine foi detido no Estado de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lava Jato

A Operação Lava Jato foi desencadeada pela Polícia Federal do Brasil a 17 de março de 2014, inicialmente com o objetivo de investigar indícios de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ao longo da operação, que recebeu seu nome devido a um posto de gasolina investigado na capital Brasília, foi descoberto um enorme esquema de corrupção que inclui políticos, a Petrobras e grandes empreiteiras do país.

Ao abrigo deste esquema, os executivos da Petrobras solicitariam dinheiro das empreiteiras para facilitar as negociações que as beneficiariam. Os contratos eram sobrefaturados tendo em vista desviar os recursos públicos para operadores do esquema encarregados de lavar e distribuir o dinheiro por uma série de políticos e funcionários públicos.

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Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista – partido PMDB

É o maior partido do Brasil, com sete governadores e as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Também é a sigla do atual presidente da República, Michel Temer. Apesar dos números expressivos, o PMDB não deu mostras de que terá um candidato próprio à Presidência. “Ao longo dos anos, o PMDB ficou a reboque de partidos que não têm a sua história em troca de cargos e favores de governo”, disse o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto. “Rótulos de fisiologismo, clientelismo e outros piores grudaram no PMDB por isso.”

Rigotto declarou, em maio, que seria pré-candidato à Presidência pela sigla, mas diz ter feito o pronunciamento para mostrar que o PMDB tem nomes e condições de construir uma candidatura própria. “Eu não tenho mais mandato. Não tenho a visibilidade que um mandato dá”, afirmou. “Mas o PMDB tem que construir uma candidatura e empurrá-la com a força que o partido tem em todo Brasil, com bons tempos de rádio e televisão, para ser uma alternativa a todo esse processo político. Quem deve ser? É preciso buscar um nome nos próximos meses.”

Contra a proposta de Rigotto pesam os altos níveis de rejeição ao partido. Todas as lideranças do PMDB foram implicadas em escândalos, sendo que os ex-deputados federais Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN) e o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral estão presos. Temer é alvo de denúncia por corrupção passiva, enquanto os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) – presidente do partido – estão atolados em denúncias.

Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista

O Eleições 2018 Brasil está a menos de um ano das convenções partidárias que lançarão os próximos candidatos à Presidência da República. As siglas políticas poderão se reunir entre 20 de julho e 5 de agosto de 2018 para definir as chapas que deverão ser inscritas até o dia 15 de agosto. O primeiro turno das eleições será em 7 de outubro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já está em campanha. O petista, sentenciado pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato, só poderá se lançar como candidato se não for condenado em segunda instância.

Outro político que já está na corrida é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que deve trocar de partido e tem se portado como um antagonista à candidatura de Lula. Ele terá até o dia 7 de abril para estar filiado a uma sigla. Também já estão na pista o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o senador Alvaro Dias (Podemos-PR).

A ex-senadora Marina Silva não tornou oficial sua pré-candidatura, mas a Rede – partido que preside – trabalha internamente com os cenários que ela terá de enfrentar para não perder a terceira eleição consecutiva – chegou em terceiro lugar em 2010 e 2014. No PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguirá se lançar na disputa se barrar o crescimento do prefeito paulistano, João Doria, e superar a tímida concorrência do senador José Serra (SP).

Há ainda surpresas que podem aparecer na disputa, entre elas o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, que conversa com a Rede e o PSB, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Já o PMDB, o maior partido do país, deve entrar em mais uma eleição sem ter uma indicação própria ao Planalto.