Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista – PSDB Doria

Assim como o PT, seu histórico adversário, o PSDB sofreu com a implicação dos seus principais quadros em escândalos de corrupção. O senador Aécio Neves (MG), derrotado no segundo turno das eleições de 2014 por Dilma Rousseff (PT), foi varrido para fora da disputa presidencial após se tornar alvo de nove inquéritos no STF. Entre as ações investigadas está o pedido de dois milhões de reais que o senador teria feito ao empresário Joesley Batista, da JBS.

A pré-candidatura será disputada entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – candidato ao Planalto em 2006 –, e o prefeito paulistano, João Doria. O senador José Serra (SP) – candidato em 2002 e 2010 – não descarta concorrer ao cargo, mas as menções ao seu nome nas delações de executivos da Odebrecht diminuíram seu capital político.

Alckmin, de 64 anos, foi o único que externou a vontade de ser presidente da República. Também citado nas delações da Odebrecht, o governador se fortaleceu dentro do partido ao defender por diversas vezes o desembarque tucano da gestão de Michel Temer (PMDB). Ele repetiu por diversas vezes que o compromisso da sigla deveria ser apenas com as reformas políticas. “Defendi lá atrás que o PSDB não ocupasse cargos [no governo]”, disse Alckmin, cujo partido tem quatro ministérios no governo.

A candidatura de Doria, de 59 anos, passou a ser vista com bons olhos pelo fato de o prefeito ser um “outsider” que passou incólume por escândalos. Doria, que jura lealdade à candidatura de Alckmin – seu padrinho político –, tenta ampliar o seu alcance político com viagens pelo Brasil e declarações duras contra o ex-presidente Lula e o PT. Falta, no entanto, fortalecer a sua imagem dentro do partido para bater de frente com o governador paulista.

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Doria e Alckmin defendem ‘serenidade’ e que o PSDB não rompa com o Brasil

O prefeito de São Paulo, João Doria, defendeu neste sábado (20) que seu partido, o PSDB, “não deve romper com o Brasil” e precisa ter equilíbrio em meio à crise política.
“Em uma situação como essa, bom senso, equilíbrio e serenidade são fundamentais. Você não pode jogar tudo para o alto, lembrando que o país precisa sobreviver, a economia precisa sobreviver, as reformas precisam sobreviver”, disse o prefeito, que usou uniforme dos agentes responsáveis pela iluminação pública da cidade de São Paulo, e trocou uma lâmpada em um poste de rua na região do Morumbi, na Zona Sul da capital.
“O PSDB não deve romper com o Brasil, o PSDB deve ter equilíbrio em uma situação como essa, bom senso, equilíbrio e serenidade são fundamentais. Você não pode jogar pro alto tudo, lembrando que o país precisa sobreviver, a economia precisa sobreviver, as reformas precisam sobreviver. Por quê? A população que mais sofre são 14 milhões de brasileiros que estão desempregados, a desestabilidade econômica, por força de uma ruptura pode prejudicar ainda mais esses 14 milhões de desempregados e aqueles que são subempregados e que vivem no sofrimento. Nessa hora, é preciso ter equilíbrio, bom senso e proteger o Brasil”, completou.

Doria admite que concorreria à Presidência se vencer prévias

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 16, que concorreria à Presidência da República se for escolhido pelo PSDB nas prévias, informa a agência de notícias Bloomberg.

Perguntado se aceitaria concorrer ao cargo pelo partido durante uma visita ao prédio da empresa, em Nova York, o prefeito respondeu: “respeitando a democracia, por que não?”.

A declaração de Doria foi, até o momento, a afirmação mais clara do tucano admitindo que está de olho nas eleições do ano que vem.

O nome de Doria já aparece em pesquisas de intenção de voto superando seu padrinho político e outro virtual candidato do partido ao cargo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na entrevista, entretanto, Doria voltou a reforçar a lealdade que tem a Alckmin. O tucano também atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O petista já anunciou que está na disputa para ser novamente Doria pesquisa presidencial.

“Não há nada a temer no futuro do Brasil”, disse Doria. “Nem mesmo Lula pode assustar o Brasil.”

Doria e Alckmin estão em Nova York nesta semana.

Na segunda-feira, 15, o prefeito afirmou que o candidato do PSDB para presidente da República será aquele com a melhor posição na opinião pública para vencer o PT e Lula.

Já Alckmin marcou posição e reforçou seu interesse em ser candidato.