Datafolha: Lula lidera intenções de voto, mas tem a maior rejeição para as Eleições 2018

Réu em cinco ações na Justiça Federal no âmbito das operações Lava Jato e Zelotes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o preferido em intenções de voto em todos as simulações de primeiro turno em que participa para a Presidência da República nas Eleições 2018, de acordo com pesquisa eleições 2018 brasil Datafolha divulgada nesta segunda-feira (26).

Lula 2018 tem entre 29% e 30% da preferência conforme os candidatos que enfrentaria. Porém, ao mesmo tempo, o petista é rejeitado por quase metade da população.

Na primeira simulação, Lula (PT) aparece com 30%, contra 16% do candidato de ultradireita Jair Bolsonaro (PSC) e 15% de Marina Silva (Rede). Geraldo Alckmin (PSDB) é o quarto colocado, com 8%, e Ciro Gomes (PDT) é o quinto, com 5%. Luciana Genro (PSOL) teve 2% de intenções de voto, assim como Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM). Os indecisos são 2%, enquanto os que disseram que votariam branco ou nulo somam 18%.

Na segunda hipótese, Lula teria 30% dos votos se as eleições presidenciais fossem hoje, contra 15% de Marina, 15% de Bolsonaro e 10% do prefeito de São Paulo, João Doria. Ciro Gomes (PDT) aparece na quinta colocação, com 6% da preferência. Luciana Genro, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado teriam 2% das intenções de voto cada um. Brancos e nulos totalizaram 16%, enquanto os indecisos são 2%.

Na terceira situação, com a presença do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, Lula tem 30% da preferência, seguido por Marina e Bolsonaro, com 15% das intenções de voto cada um. Joaquim Barbosa (sem partido) tem 11% da preferência e Geraldo Alckmin (PSDB) soma 8%. Luciana Genro, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado também somam 2% da preferência cada um nesta simulação. Brancos e nulos são 14%, e os indecisos, 2%.

No quarto cenário, o ex-presidente soma 29% da preferência, contra 15% de Marina Silva e 13% de Bolsonaro. Joaquim Barbosa tem 10%, seguido por João Doria, com 9%. Luciana Genro e Eduardo Jorge totalizam 2% cada, e Ronaldo Caiado conquistou 1% da preferência. Brancos e nulos são 15%, e os indecisos somam 2% do total.

No quinto cenário com Lula e o juiz federal Sérgio Moro (sem partido), o ex-presidente tem 29% da preferência, seguido de perto pelo próprio Moro e Marina Silva, com 14% do total cada um, e Jair Bolsonaro, que tem 13% nesta simulação. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 6%. Empatados com 2% cada, aparecem Luciana Genro e Eduardo Jorge. Ronaldo Caiado soma 1%. Brancos e nulos totalizam 15%, enquanto os indecisos são 2%.

Sem Lula

Se Lula não participar das Eleições 2018, a disputa fica mais acirrada. Marina Silva tem 22% da preferência, Bolsonaro presidente soma 16% e Joaquim Barbosa totaliza 12%. Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) conquistam 9% cada um nesta simulação. Luciana Genro (PSOL) tem 3%, equanto Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado têm 2% cada um. Brancos e nulos somam 23%, enquanto 3% não sabem em quem votariam.

Em um cenário com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), Marina Silva lidera com 22%, Bolsonaro conta com 16%, Joaquim Barbosa soma 13% e Geraldo Alckmin conquista 10%. Luciana Genro tem 4% da preferência, Haddad conta com 3% e Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado têm 2% cada um. Brancos e nulos são 25% do total, enquanto os indecisos totalizam 3%.

Rejeição

Conhecido por 99% da população brasileira, o ex-presidente é rejeitado por 46% dos entrevistados — o que equivale a quase metade da população brasileira. o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é o segundo mais rejeitado, com 34%. A terceira posição neste ranking pertence ao deputado federal Jair Bolsonaro, com 30%.

Haddad é rejeitado por 28%, enquanto Ciro Gomes não teria o voto, com certeza, de 26% dos eleitores. Marina Silva conta com 25% e rejeição, Luciana Genro, 24%, e Caiado tem 23%. Os entrevistados que se recusam a votar em Moro são 22%, enquanto esse índice vai a 21% para Eduardo Jorge e 20% para João Doria. A menor rejeição é do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, que conta com 16%.

Os eleitores que disseram que votariam em qualquer um ou não rejeita nenhum dos nomes acima são 3%, mesmo percentual dos que rejeitam todos esses nomes ou não votariam em nenhum deles.

O Datafolha ouviu 2.771 pessoas em 194 cidades do País entre os dias 21 e 23 de junho de 2017. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

As mudanças que o Congresso planeja para as eleições de 2018

Com aval de dirigentes partidários das tradicionais legendas do país, deputados da comissão da reforma política da Câmara articulam aprovar até setembro no Congresso uma proposta para as eleições gerais de 2018 que misture um fundo bilionários com recursos públicos para bancar as campanhas juntamente com a adoção da lista pré-ordenada de candidatos.

Nesse sistema, os eleitores não votam diretamente em candidatos, mas em nomes escolhidos por uma ordem estabelecida pelo próprio partido.

Os parlamentares avaliam que esse “combo” eleitoral vai permitir o barateamento das campanhas no próximo ano.

Estimativas indicam que o custo desse novo modelo eleitoral giraria em torno de 2 bilhões a 3 bilhões de reais, menos, por exemplo, que a despesa da última campanha geral de 2014, de 5,1 bilhões de reais – valor esse não corrigido pela inflação do período.

A primeira constatação feita por deputados da comissão, dirigentes partidários e até mesmo por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que será impossível o retorno das doações de empresas para a disputa de 2018.

Primeiro porque o Supremo Tribunal Federal (STF) já declarou em setembro de 2015 que esse tipo de repasse para candidatos e partidos é inconstitucional.

Segundo porque o Congresso, em meio ao mega escândalo de corrupção desbaratado pela operação Lava Jato envolvendo esquemas de caixa 2 e corrupção em doações de empresas, não tem força política para aprovar uma emenda constitucional que permitisse liberar essa situação.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, reuniu-se na quarta-feira a portas fechadas com deputados da comissão e defendeu aos parlamentares que aprovassem a reforma política para evitar o caixa 2 na campanha de 2018.

Gilmar Mendes conclamou os deputados a alterar as atuais regras para a disputa eleitoral, sob pena de o próprio Judiciário ter de disciplinar a disputa por conta própria.

Parlamentares têm reclamado nos últimos anos de decisões judiciais que, segundo dizem, interferem nas regras da disputa.

Pela legislação eleitoral, as mudanças têm de ser aprovadas até o início de outubro para valer para a disputa de 2018.

O projeto da comissão ainda terá de passar pelo plenário da Câmara e depois pelo Senado para, caso passar por todas essas etapas sem modificações, seguir para a sanção presidencial.

Data Poder 360: Lula lidera e Bolsonaro fica em 2º; brancos e nulos chegam a 28%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em dois cenários testados em pesquisa nacional realizada pelo DataPoder360 para a eleição presidencial de 2018. Lula tem 25% das intenções de voto, enfrentando maior ou menor concorrência a depender do candidato do PSDB. Quando o postulante é o prefeito de São Paulo, João Doria, o tucano fica em terceiro, com 13%.

O segundo lugar é do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que obteve a preferência de 14% dos entrevistados. Marina Silva ficou em quarto, com 9%, seguida de Ciro Gomes (6%). Brancos e nulos somam 26%; não sabem ou não respondem 7%. Os números correspondem a abril de 2017. Na consulta em maio, há pequenas alterações: Lula obtém 27%; Bolsonaro, 17%; Marina fica empatada com Ciro, com 6%; brancos e nulos totalizam 24%; 8% não souberam ou não responderam.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais. No cenário simulado com Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, Lula mantém 24% em abril, seguido de Bolsonaro, com 18%; Marina, com 11%; Alckmin com 11% e Ciro, com 5%. A quantidade de nulos e brancos supera qualquer candidato individualmente, correspondendo a 25%; enquanto 9% não souberam ou não responderam.

Em maio, há um crescimento de Lula, Bolsonaro e dos brancos/nulos: respectivamente, foram 25%; 21%; 28%. Entre os candidatos, Bolsonaro mantém o segundo lugar, com 21%, seguido de Marina (7%), Ciro Gomes (5%), Geraldo Alckmin (4%).

Os que não souberam ou não responderam 10%. Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes é o candidato com maior rejeição: 56% dos entrevistados não votariam nele de jeito nenhum. Lula e Alckmin empatam, com 54% de rejeição. Marina tem 53% de rejeição, mas é lidera como “voto possível” – é considerada assim por 26% dos entrevistados.