Eleições 2018: candidatos poderão usar recursos próprios nas campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou a resolução que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições de 2018. De acordo com o texto, publicado no dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico, além dos recursos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas, o chamado autofinanciamento.

“O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, diz o texto da Resolução 23.553, cujo relator foi o ministro Luiz Fux, que desde o dia 6 ocupa a presidência do TSE.

Tem limite de gastos para eleições

Haverá limite de gastos com as campanhas. De acordo com a resolução, no caso da disputa pela Presidência da República, o valor máximo com gastos de campanha será de R$ 70 milhões. Nas eleições para o cargo de governador, os valores vão de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para a disputa a uma vaga no Senado, os limites variam de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para deputado federal, o limite é de R$ 2,5 milhões e de R$ 1 milhão para as eleições de deputado estadual ou distrital.

As doações, entretanto, ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os bens próprios do candidato também poderão ser objeto de doação. Mas somente podem ser utilizados na campanha eleitoral quando demonstrado “que já integravam seu patrimônio em período anterior ao pedido de registro da respectiva candidatura”.

A resolução diz ainda que, além da doação ou cessão temporária de bens e serviços, as doações poderão ocorrer inclusive por meio da internet. No caso das doações bancárias, deverá constar o CPF do doador. Já “as doações financeiras de valor igual ou superior a R$ 1.064,10 só poderão ser realizadas mediante transferência eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário da doação.”

A resolução regulamenta também outra novidade, a possibilidade de financiamento coletivo da campanha por meio de plataformas na internet. Para tanto, a plataforma deverá ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral. Serão exigidos, ainda, o recibo da transação, identificação obrigatória, com o nome completo e o CPF do doador; o valor das quantias doadas individualmente, forma de pagamento e as datas das respectivas doações. Confira datas das eleiçoes 2018 brasil.

Pesquisa mostra crescimento de Lula e Bolsonaro na disputa pelo Planalto

Ex-presidente petista lidera levantamento realizado em dezembro, mas tem apenas oito pontos percentuais de frente

A mais recente rodada do instituto Paraná Pesquisas, divulgada neste sábado (30/12), indica uma leve oscilação positiva dos dois líderes na disputa pelo Palácio do Planalto em 2018.

O ex-presidente Lula (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresceram três pontos percentuais cada com relação à última pesquisa, de setembro.

O petista lidera, com 29,2% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato da extrema direita, aparece com 21,1%. Há três meses eles tinha 26,6% e 18,5%, respectivamente.

Em terceiro lugar está a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 6,8%; seguida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), 7,9%; o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (Sem partido), 6,8%; o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), 5,2%; Álvaro Dias (PSL), 3,5%; os outros candidatos não marcaram 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 21 de dezembro de 2017, com 2.020 eleitores em 25 Estados e no Distrito Federal, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

É oficial, Ciro Gomes é candidato contra Lula

A direção do Partido Demcrático Trabalhista, o PDT, tornou oficial que Ciro Gomes será candidato à presidência em 2018. Está oficializado, portanto, que Ciro Gomes será um candidato contra Lula. A candidatura de Ciro será impulsionada pela direita no intuito de combater a candidatura popular do ex-presidente Lula 2018. O candidato do PDT já deu várias declarações contrárias ao ex-presidente, a mais recente foi a comemoração da data do julgamento de segunda instância do processo contra Lula pelo Tribunal Federal da Quarta Região, o TRF4, Ciro comemorou a “rapidez” e a antecipação do julgamento pelo tribunal.

Ciro já declarou que Lula não deveria ser candidato, já afirmou que o “PT enganou o povo”, fazendo auto-propaganda de sua própria candidatura. Ciro já tirou foto com os coxinhas do MBL e já declarou que no PSDB não tem só golpista.. O fato é que caiu a máscara de Ciro Gomes. Aquele que no início se dizia contra o golpe, defendia a esquerda, o PT, Lula, agora mostrou sua verdadeira face, um político ligado aos principais setores da direita.

A base social de Ciro Gomes é a oligarquia industrial nordestina, e não os trabalhadores. Ele já trabalhou no grupo Vicunha, que tem à frente ninguém menos que Ricardo Steinbruch – o vice-presidente da FIESP que defende que um operário operasse uma máquina com uma mão enquanto lanchava com outra calendário Eleitoral 2018 .

Como afirmamos anteriormente, a candidatura de Ciro Gomes será impulsionada pelos golpistas no sentido de confundir, combater, e procurar retirar votos de Lula. Como uma aparência esquerdista, a qual não vai além das palavras e do discurso, Ciro é na verdade um candidato da direita, é parte da manobra dos setores golpistas contra a única candidatura com real apoio popular.